POLÍTICA · 22/09/2024
A Extirpação do Direito de Votar, Uma Realidade Silenciosa em Padre Bernardo.

Por Hemerson Joca
Vivemos em uma sociedade marcada por divisões. As classes sociais, com suas ramificações econômicas, intelectuais, religiosas e de gênero, revelam as diferenças que permeiam as relações e as oportunidades. Em Padre Bernardo, município de grande extensão territorial, essas diferenças se tornam ainda mais evidentes, especialmente nos distritos de Monte Alto, Vendinha e Ouro Verde, onde os desafios sociais são muitos e a geração de emprego e renda permanece um problema recorrente.
Nessas regiões, a vulnerabilidade da população é perceptível, e não muito diferente do que ocorre no entorno de Brasília. A precariedade econômica, a falta de oportunidades e a baixa escolaridade criam um ambiente propício para a exploração. É nesse cenário que certos grupos têm aproveitado para extirpar, de forma velada, o direito de votar de cidadãos que, muitas vezes, desconhecem a magnitude de seu poder nas urnas.
Utilizando-se de promessas ou oferecendo quantias em dinheiro via PIX ou outros métodos digitais, esses grupos políticos burlam a lei de forma flagrante. A prática do abuso econômico, ao mesmo tempo em que mina a democracia, passa despercebida ou é ignorada por aqueles que deveriam proteger o processo eleitoral. A toga, no caso, possui instrumentos como a quebra de sigilo bancário e o cruzamento de dados via Bacen e Coaf, mas tais medidas parecem, por vezes, insuficientes ou mesmo inexploradas no combate a essas práticas.
A pergunta que ecoa nos rincões de Padre Bernardo é: até quando seremos privados de nosso direito de decidir? Até quando os mais vulneráveis serão alvos de manobras que visam mantê-los à margem do processo democrático, reduzindo suas vozes a meras moedas de troca?
A resposta a essa questão não virá de cima, mas do cidadão que sentem o peso dessas injustiças nos ombros, que convivem diariamente com a falta de recursos e a violação de seus direitos mais básicos. É necessário um despertar coletivo, uma mobilização que faça valer a importância do voto e que exija das autoridades a fiscalização rigorosa de práticas que, em essência, corroem as bases da democracia.
Em tempos de avanços tecnológicos e vigilância, é inconcebível que mecanismos como o cruzamento de dados bancários e as investigações de movimentações financeiras não sejam utilizados de maneira mais efetiva para garantir a lisura do processo eleitoral. A democracia, tão cara à nossa história, não pode ser refém de interesses que visam apenas manter o status, à custa do silenciamento de uma população vulnerável.
A verdadeira mudança vira quando todos os cidadãos de Padre Bernardo, Monte Alto, Vendinha e Ouro Verde tiver plena consciência de seu papel como eleitor e de sua capacidade de transformar a realidade à sua volta por meio do voto. Até lá, resta-nos a esperança de que o direito de votar não seja mais um privilégio extirpado por aqueles que deveriam garantir sua proteção.
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