SAÚDE · 20/10/2019
10 milhões de brasileiros têm osteoporose e 60% dos casos graves não são tratados
Condição silenciosa, a osteoporose está associada às mudanças hormonais e nutricionais atreladas à idade, mas com acompanhamento médico regular existe tratamento

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Por Redação Tribuna Livre
No dia 20 de outubro é comemorado o Dia Mundial de Combate à Osteoporose, doença metabólica silenciosa no tecido ósseo caracterizada pela perda gradual de massa que enfraquece os ossos. No Brasil, já são 10 milhões de pessoas com a doença e, segundo o médico ortopedista do Centro de Ortopedia Especializada (COE Goiânia), Regis Castro, nos últimos anos houve aumento de casos no mundo, fato que se dá pelo aumento da expectativa de vida da população.
“As pessoas estão vivendo mais no mundo todo, ou seja, nossa pirâmide de faixa etária mudou seu padrão, ela se alargou. Temos mais pacientes idosos do que tinha há 20 anos e até 2050 estima-se aumento de 32% nos casos de osteoporose, além de fraturas de fêmur com incidência bem maior. Hoje em dia uma em cada três das mulheres acima de 65 anos tem osteoporose, principalmente as mulheres brancas, e quando a idade é acima dos 75, mais de 60% vão ter osteoporose”, afirma o médico ortopedista.
A condição que deteriora a microarquitetura tecidual e que os torna finos e frágeis e suscetíveis às fraturas é uma enfermidade bastante conhecida, mas diagnosticada tardiamente, na maioria dos casos apenas quando o paciente já sofreu alguma fratura, sua principal complicação. Muitas vezes, nos estágios iniciais, a perda de massa óssea não causa sintomas. Por isso, pessoas dos grupos de risco precisam consultar um médico ortopedista regularmente para avaliar a saúde óssea.
“Pessoas brancas, com histórico de doença osteoporótica na família, que fazem uso de corticoide ou outras medicações que inibem a produção de osteoclastos ou osteoblastos e que fazem uso corriqueiro de álcool ou tabagismo são alguns casos que pode se suspeitar”, pontua Regis Castro. As fraturas osteoporóticas são fratura de punho, fratura de úmero proximal, fratura de costela, fratura vertebral e fratura de fêmur. Quando o paciente é idoso com alguma dessas fraturas deve-se obrigatoriamente investigar osteoporose.
No caso das mulheres, o ginecologista é o primeiro especialista a suspeitar da doença. “A osteoporose atinge mais as mulheres por uma simples razão. Quando chegam à menopausa há uma alteração hormonal com a queda do estrógeno e essa queda faz aumentar a quantidade de osteoclasto, célula responsável pela reabsorção óssea, então ela vai perdendo mais osso após a menopausa”, pontua o médico ortopedista.
Segundo Regis, as principais formas de prevenção da doença para a população de forma geral é: alimentação equilibrada e rica em cálcio, (leite e derivados de leite na infância); tomar sol para sintetizar a vitamina D, daí a importância de as crianças brincarem ao ar livre; fazer atividade física regularmente em qualquer idade.
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